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Trade deadline: os alvos que podem levar os Vikings 5-0 ainda mais longe

Minnesota Vikings BR·13/10/2026
Trade deadline: os alvos que podem levar os Vikings 5-0 ainda mais longe

A trade deadline da NFL, marcada para 10 de novembro, promete ser uma das mais movimentadas dos últimos anos, e o Minnesota Vikings tem tudo para ser um dos protagonistas. O mercado já começou a girar: Adam Schefter, da ESPN, vem apontando nomes que podem trocar de time, e os próprios Vikings já fizeram negócio, enviando J.J. McCarthy aos Giants em troca de um pick de 5º round de 2027. Com 5-0 e dividindo com os 49ers a melhor campanha da NFC, Minnesota tem todos os motivos para buscar reforços que consolidem o elenco como candidato legítimo ao Super Bowl. A dinâmica atual do mercado favorece esse tipo de movimento: com a crescente influência do NIL no futebol universitário, times competitivos estão cada vez mais dispostos a trocar picks de rounds intermediários por jogadores comprovados na NFL, em vez de apostar em prospectos incertos do draft.

Há, porém, uma ressalva fundamental que limita o grau de agressividade dos Vikings. Kyler Murray chegou com contrato de apenas um ano e com uma cláusula que impede o uso da franchise tag. Ou seja, o quarterback franquia de longo prazo continua indefinido. Por isso, seria imprudente abrir mão de picks de 1º ou 2º round: se um QB de elite ficar insatisfeito com sua organização e se tornar disponível via trade na próxima offseason, Minnesota precisa ter capital de draft significativo para entrar nessa disputa. A expectativa é que o GM Nolan Teasley opere na faixa de 3º a 5º round, lembrando que agora as moedas de troca são os picks de 2027 e 2028. A boa notícia é que a franquia tem munição extra: um 3º round de 2027 vindo do Philadelphia Eagles na troca de Jonathan Greenard, além do 5º round recebido dos Giants por McCarthy.

O alvo número um no radar é Quenton Nelson, guard dos Indianapolis Colts e um dos melhores jogadores de linha ofensiva de sua geração. Nelson está no último ano da extensão de quatro anos e 80 milhões de dólares assinada em 2022, com cap hit de 24,2 milhões em 2026, e as conversas por um novo contrato em Indianapolis estão paradas. Os Colts, com campanha de 2-3 e sem seus picks de 1º round de 2026 e 2027 (enviados aos Jets na troca por Sauce Gardner), precisam de capital de draft. Essa combinação torna viável um pacote na faixa de um 3º e um 5º round, muito abaixo do que um jogador do calibre de Nelson normalmente custaria. E o que era luxo virou necessidade. Donovan Jackson rompeu o menisco contra os Dolphins e deve perder o resto da temporada regular. Joe Huber assumiu a vaga, e Christian Darrisaw também saiu machucado do mesmo jogo. Imaginar Darrisaw e Nelson juntos no lado esquerdo é o tipo de cenário que faz qualquer torcedor perder o sono de tão animado. Como Jackson segue sendo o left guard do futuro, trazer Nelson como um aluguel de luxo para a reta final não atrapalha os planos de longo prazo. O calendário também conspira a favor: logo depois da bye, os Vikings recebem justamente os Colts, no dia 25 de outubro, com tempo de sobra para uma ligação a Indianapolis antes do prazo.

No lado defensivo, Derwin James, dos Los Angeles Chargers, surge como uma opção tentadora, porém arriscada. James é um dos safeties mais versáteis da NFL quando saudável, capaz de atuar na box, alinhar na linha defensiva e cobrir em espaço aberto, o perfil perfeito para a defesa de Brian Flores. Com os Chargers em 0-5, a porta em tese está aberta. O problema é o resto. James joga com uma tala por causa de um dedo fraturado e também lidou com problema no isquiotibial. Além disso, em maio assinou uma extensão de três anos e 75,6 milhões que o prende a Los Angeles até 2029, com cap hit de 24,6 milhões só neste ano. E a defesa dos Vikings vem funcionando como uma máquina bem azeitada: liderava a NFL em sacks antes da semana 5 e segurou os Saints em 142 jardas no domingo. Com Harrison Smith de volta aos 37 anos e Josh Metellus como peça versátil, mexer na química desse grupo carrega riscos que vão além do financeiro.

Uma alternativa mais segura na posição de safety seria Budda Baker, do Arizona Cardinals. Baker é uma máquina de tackles, passou dos 160 em 2024, e tem versatilidade semelhante à de Derwin James para atuar em múltiplas funções. A grande vantagem está no contrato: cap hit de cerca de 19,2 milhões em 2026 e vínculo apenas até 2027, um compromisso bem menor que o de James. O momento também ajuda. Os Cardinals estão 1-4, e o próprio Baker já demonstrou publicamente insatisfação com a forma como a franquia trata seus jogadores, o que alimenta os rumores de troca. Para uma defesa que já é elite e precisa apenas de um upgrade cirúrgico na secondary, Baker representa um risco calculado muito mais palatável.

Na linha ofensiva interior, existe ainda uma opção de baixo custo que merece atenção: Ben Brown, dos New England Patriots. Brown é o principal reserva do interior da linha em Foxborough, joga de center e nas duas posições de guard, e tem contrato barato até 2027. Ele chegou a ser dispensado nos cortes finais por causa de uma lesão na pré-temporada, mas foi recontratado para o elenco de 53 logo em seguida. Um swap de picks de 6º ou 7º round poderia ser suficiente para trazê-lo como depth, algo que ganhou peso com a perda de Jackson. O único porém é que os Patriots estão 3-2 e brigando por playoffs, então podem não querer abrir mão da peça. É o tipo de trade que não gera manchetes, mas pode fazer diferença quando as lesões inevitavelmente aparecerem na reta final.

Por fim, Tony Pollard, RB do Tennessee Titans, voltou ao radar com força. Os Titans estão 0-5, Pollard está no último ano do contrato e o próprio Schefter disse que ele se encaixa no perfil de quem pode ser trocado. Do lado dos Vikings, Aaron Jones vem carregando o jogo terrestre (113 jardas e um TD contra os Saints), mas Jordan Mason está na lista de lesionados desde setembro e o backfield ficou curto. Pollard, que passou das mil jardas em cada uma das últimas quatro temporadas, formaria com Jones uma dupla ideal para um time que quer ser mais downhill e apoiar sua defesa dominante, ainda mais com um ataque aéreo que era o último da liga em jardas por jogo antes da semana 5. O preço, no entanto, precisa ser justo: um 5º round seria o ideal, e qualquer coisa acima de um 4º começaria a ficar agressivo demais. Times com problemas no backfield, como Seahawks e Packers, também aparecem como possíveis interessados, o que pode inflacionar o preço.

Considerando todos os alvos e o momento da franquia, o ranking de prioridades se desenha com clareza. Quenton Nelson vem em primeiro, como o trade que mais transformaria o elenco e que agora tapa um buraco real. Budda Baker aparece em seguida, como o reforço defensivo mais equilibrado entre custo e benefício. Depois vêm Tony Pollard, como adição ofensiva estratégica, e Ben Brown, como depth de baixo risco. Derwin James fecha a lista por causa do contrato novo e do histórico de lesões. Os Vikings de 2026 são um time construído para vencer agora, e a trade deadline será o momento de provar que a organização está comprometida com essa janela de competitividade. Com picks extras disponíveis e um elenco que precisa apenas de ajustes pontuais, Minnesota tem tudo para sair de novembro mais forte do que entrou.